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Animais mortos: Contaminação, incômodo e prejuízo.

O descuido com animais mortos expostos ao meio ambiente gera uma série de problemas. Além do incômodo proporcionado pelo cadáver em putrefação ao ar livre, há também o risco de proliferação de diversos tipos de doenças por meio de cães, tatus, urubus, da poeira e da água, entre outros fatores. O botulismo (doença que causa paralisia muscular nos bovinos) é uma das doenças mais comuns, neste caso.

 

O veterinário da Cofrul, Luiz Henrique Gonçalves, explica que quando o animal não está bem mineralizado, ou seja, quando está com quantidade insuficiente de sal, ou se alimentando de sal de baixa qualidade, esse animal tende a comer carcaças, tijolos, borrachas, hábito chamado de Osteofagia. Assim, quando o animal come a carne ou o osso contaminado, ele também se contamina, resultando em um grande prejuízo para o produtor.

O que fazer?

Existem duas maneiras de solucionar o problema: O enterramento e a incineração, (queima); e estes deve ser realizados no próprio local da morte do animal, para que não sejam arrastados para outros locais. "Caso o produtor opte pelo enterramento, ele deve seguir alguns critérios básicos, que se resumem em descansar os restos no fundo de uma cova, cujo espaço até a superfície deve ser de no mínimo 0,50 metros; tapar os espaços vazios em torno do cadáver com terra, antes de cobri-lo e colocar uma camada de 10 cm de cal viva em toda superfície da cova, a qual deverá ser novamente coberta com uma outra camada de terra bem socada", explica o veterinário.

Porém se o produtor preferir queimar o cadáver, as instruções são as seguintes: Abra um buraco retangular de aproximadamente 1,60m de comprimento, 0,80m de largura e 0,60 de profundidade, junto ao animal morto; em seguida, espalhe combustível no seu interior, coloque diversas barras de ferro na boca do buraco, como se fosse uma grelha. Para evitar a expulsão súbita de gases e líquidos, rasgue a cavidade abdominal do animal morto com uma faca.

Finalmente, sobre a "grelha", coloque o cadáver. Há também a opção dos fornos crematórios, que embora eficientes, são caros e, portanto, inviáveis para o produtor comum; ou então a reserva de uma pequena parte da propriedade para um "cemitério animal", para onde os cadáveres deverão ser transportados sem que haja contato com o meio ambiente. Luiz Henrique explica ainda que é importante queimar o local onde o animal morreu, assim como desinfetar todos os utensílios usados no processo.

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